¿Es relevante incorporar la medición de la mortalidad en los censos de América Latina y el Caribe?

Bernardo L. Queiroz y Nicolás Sacco

CEDEPLAR y OLAC 

Dentro del combo de sugerencias de las Naciones Unidas para los censos de población, se encuentran aquellas propuestas que remiten a la inclusión de la dimensión de mortalidad, tanto infantil como también adulta. En resumidas cuentas, dos argumentos contrapuestos se utilizan en torno a la incorporación, o no, de su medición en las fuentes censales. Por un lado, los que señalan que únicamente deberían emplearse en aquellos países que cuentan con estadísticas vitales de dudosa calidad y/o de poca cobertura; por el otro, en cambio, los que sostienen que su introducción en los censos de población permitiría la ampliación del conocimiento acumulado sobre mortalidad que se deriva de las estadísticas vitales, independientemente de su cobertura y/o calidad, gracias a un mayor número de características socio-económicas relevadas en simultáneo y la amplia cobertura geográfica.

Centrándonos en la medición de la mortalidad para todas las edades en base a datos de registros vitales y censales, el objetivo de este post es ampliar los argumentos, tanto a favor como en contra, de estos puntos de vista, mostrar la experiencia reciente al respecto en América Latina y el Caribe para, por último, proponer recomendaciones en base al análisis realizado, con el foco puesto en la próxima ronda censal. Sigue leyendo

Censos y Padrones de Población: Doble es mejor que uno

Por B. Piedad Urdinola

La diferencia principal entre un padrón o empadronamiento y un censo de población es sencilla. El primero busca obtener exclusivamente el conteo de la población por edad, sexo y lugar de residencia. Mientras que el segundo adicional a dicho conteo, incluye las características socio económicas y demográficas de la población. Se podría pensar en los censos como una versión muy mejorada y mucho más compleja de los padrones, que se ha refinado a lo largo de la historia hasta convertirlos en la operación estadística más difícil de implementar por su tamaño y la ambición de cuantificar todas estas variables en una periodicidad establecida y en el menor tiempo posible.

Sin embargo, la realización de censos y padrones de población no son excluyentes, sino que por el contrario son complementarios y en el caso Latinoamericano deberían incluirse dentro de los operativos rutinarios por las siguientes cuatro razones principales. En primer lugar, para la mayoría de países latinoamericanos los costos asociados a la realización y la capacidad técnica necesaria para manipulación de datos de los censos de población dificultan una periodicidad decenal instalada en la mayoría de nuestros países, como lo recomiendan las entidades internacionales como el Fondo de Población de Naciones Unidas. Así que cada vez que un censo se retrasa porque alguno de estos dos componentes falla, la actualización de los conteos de población a través de un padrón ayuda a reducir también la incertidumbre sobre el tamaño y la distribución poblacional, por una fracción del costo de un censo. En segundo lugar, y aunque no haya retrasos en los censos de población Sigue leyendo

A investigação da saúde nos censos demográficos do Brasil*

Gabriel Borges, OLAC

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Os estudos demográficos têm diversas interações com o setor saúde, tendo sob perspectiva a população como sujeito e objeto da atenção à saúde. Censos demográficos constituem-se na mais importante fonte de informação demográfica de um país, contendo diversos temas que podem ser utilizados no planejamento e avaliação de ações em saúde.

Por definição, os censos cobrem todo o território nacional, devendo visitar a totalidade dos domicílios e obter informação de todos os indivíduos residentes no país, fazendo da abrangência e desagregação regional a sua principal riqueza. Além disso, alguns subgrupos populacionais somente podem ser identificados com precisão em operações censitárias. Parte do questionário dos censos demográficos brasileiros é coletada por amostragem, processo que tem sido adotado desde o Censo 1960. O tamanho da amostra de um censo é, contudo, significativamente maior do que o de qualquer outra pesquisa domiciliar. Uma das principais limitações dos censos diz respeito à sua periodicidade. Por ser uma operação complexa e dispendiosa, os censos demográficos brasileiros ocorrem, tradicionalmente, a cada 10 anos. Além disso, a entrevista dos censos deve se dar de maneira rápida, o que limita a quantidade e complexidade das perguntas, ainda que os censos brasileiros figurem entre os que possuem os questionários mais extensos.

As principais informações fornecidas pelos censos demográficos brasileiros relacionadas à saúde são: distribuição da população por sexo e idade; quesitos que permitem a mensuração da mortalidade e fecundidade através de técnicas demográficas indiretas; existência de registro de nascimento; pessoas com deficiência; indicadores demográficos e socioeconômicos que atuam como determinantes e condicionantes em saúde.

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Censos e “Big Data”: fontes concorrentes ou complementares?

bigdata

Marden Campos, OLAC

A grande novidade dos estudos demográficos nos últimos anos é a utilização de bases de dados virtuais como fonte de informação. Oriundos da internet e do sistema de telefonia –  informações de redes sociais digitais, acesso a sites, chamadas telefônicas, mensagens eletrônicas, servidores de email, dentre outros –, essas grandes bases de dados (“big data”) entraram de vez na lista de fontes que os estudiosos de população lançam mão para estudar o comportamento reprodutivo, o padrão de doenças, a mobilidade espacial, dentre outros aspectos relacionados à dinâmica populacional.  Exemplos disso são a criação de um grupo de trabalho global sobre big data na divisão de estatística das nações unidas , o painel científico da União Internacional para o Estudo Científico de População (IUSSP) sobre Big Data and Population Processes  e a presença de oficinas de trabalho e de uma mesa redonda sobre Web and Social Media for Demographic Research no congresso conjunto da Associação Latinoamericana de População (ALAP) e Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP) realizado no último mês de outubro . Além disso, o tema é central para os debates que ocorrem o neste blog , para o qual buscamos contribuir um pouco mais. Sigue leyendo

Livro do IBGE mostra as transformações na produção dos indicadores sociais

Os Censos Demográficos são importantes fontes de informações para a produção de indicadores sociais, o que se deve, basicamente, às suas especificidades que estão relacionadas à maior cobertura geográfica, permitindo a captação de informações – geralmente relacionadas a grupos específicos – difíceis de serem obtidas pelas pesquisas domiciliares por amostra. Possibilita, além disso, que indicadores sejam produzidos em níveis territoriais menores, oferendo oportunidade de conhecimento das condições de vida da população dessas localidades, viabilizando, com isso, a implementação de políticas públicas.

No momento em que os países que fazem parte do sistema ONU discutem as estratégias de produção dos indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) os Censos Demográficos surgem como uma importante fonte de informações direcionada principalmente para a obtenção de indicadores que necessitam de desagregação por grupos que serão os principais alvos de políticas públicas, como as mulheres, indígenas, pessoas com deficiência, dentre outros.

Com o objetivo de contribuir para sistematizar a produção dos inpanoramadicadores sociais, levando em consideração as recomendações internacionais e a experiência dos institutos nacionais de estatística, o IBGE lança a publicação Panorama Nacional e Internacional da Produção de Indicadores Sociais, que integra a coleção Estudos e Análises: Informação Demográfica e Socioeconômica. Organizada pelo gerente de Indicadores Sociais, André Simões, e pela pesquisadora Betina Fresneda, o livro aborda, em cinco capítulos, a produção de estatísticas sobre educação, famílias, direito à moradia, padrão de vida e distribuição de renda e trabalho.

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La revolución de datos y la justa escala humana de los Objetivos de Desarrollo Sustentable

Continuando con la idea de difundir distintos trabajos relacionados con los datos censales, compartimos un artículo que Javier Carranza Tresoldi nos envió.

por Javier Carranza Tresoldi, GeoCensos

La revolución de datos, la Big Data, la Open Data y la Small Data son nuevos conceptos cada vez más mencionados en el contexto de las estadísticas y la demografía. Por su lado, los  datos generados por la ciudadanía pueden llenar vacíos en el marco  de los (Objetivos de Desarrollo Sustentable) ODS agregando valor, visibilidad, empoderamiento y diversidad en la medición de los Objetivos Globales. Junto con los geodatos es posible integrar múltiples capas de valiosa información. Esto requiere de innovaciones, entre otras, como el uso del crowdsourcing en gobiernos alentando enfoques desde arriba hacia abajo para una escala más humana en el seguimiento de los ODS. Sigue leyendo

Estatísticas oficiais na era do Big Data: ainda precisamos de censos demográficos?

Gabriel Borges, OLAC

Todos os dias, um incontável número de informações é produzido por meio de distintas atividades cotidianas. Quando se vai ao médico, posta-se algo no Facebook ou no Tweeter, envia-se uma mensagem de texto, compra-se algum produto no supermercado, joga-se um jogo no Xbox ou se faz uma busca no Google, registros são gerados.

Estas informações, por mais que não tenham sido originalmente coletadas com esta finalidade, podem retratar importantes aspectos da realidade demográfica e socioeconômica, como: características das redes de relações sociais; padrões de migração interna e internacional; estimativa de ocorrência de gripe ou dengue; estimativas de fecundidade; indicadores econômicos, como vendas de automóveis, desemprego e expectativa de inflação; e previsão dos resultados de eleições. Estes são apenas alguns exemplos de fontes de Big Data e suas aplicações.

Em meio a esse turbilhão de informações, ainda é necessário realizar pesquisas e censos demográficos? O Big Data será capaz de substituir completamente as pesquisas tradicionais? Sigue leyendo

Modos de acceso a los datos censales en los países de América Latina

Por Mathías Nathan y Nicolás Sacco

En el estudio de la realidad demográfica, social y económica de América Latina, los censos de población cumplen funciones esenciales para el funcionamiento de los sistemas estadísticos nacionales, la implementación de servicios gubernamentales, la asignación de recursos públicos, la inversión privada y la investigación académica. El gran valor socio-histórico de los censos se debe a su vez al hecho de que fueron prácticamente la única fuente de datos sobre cuestiones sociales durante mucho tiempo en la región. Además de sus conocidas bondades para poder examinar los fenómenos a nivel de áreas geográficas menores o para subpoblaciones pequeñas, los censos han sido utilizados habitualmente para el análisis comparado entre países o de un mismo país a lo largo del tiempo.

El objetivo de este post es contribuir con la discusión sobre las formas de acceso a los datos censales en los países de América Latina, examinando las distintas modalidades existentes así como sus ventajas y desventajas. Las rutas de acceso a los repositorios de microdatos y de herramientas de análisis de datos en línea identificados están colgados en la sección de Recursos/Links de nuestro blog.

A raíz de la reciente circulación de bases de datos “no oficiales” publicadas por usuarios anónimos antes que por las oficinas nacionales de estadística, consideramos importante abrir a debate las modalidades de acceso a los censos, tanto desde la perspectiva de los usuarios como la de los propios institutos oficiales.  La magnitud de la difusión de microdatos censales para el desarrollo y la investigación, con garantías adecuadas para proteger la privacidad y garantizar la confidencialidad, ha sido recientemente señalada por el Director de Población de Naciones Unidas @JohnWilmothUN en la última sesión de la Comisión de Población y Desarrollo de Naciones Unidos #CPD49, dado su potencial para ampliar significativamente los usos de la información.

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Conferencia Europea de Calidad en las Estadísticas Oficiales

Compartimos una noticia publicada en nuestro blog amigo https://apuntesdedemografia.com

El Instituto Nacional de Estadística (INE) de España, conjuntamente con Eurostat, la Oficina Estadística de la Unión Europea, organizan la Octava Conferencia Europea de Calidad en las Estadísticas …

Origen: Conferencia Europea de Calidad en las Estadísticas Oficiales

Tecnocensos, o censos para humanos.

Byron Villacis

En lo referente a innovaciones tecnológicas, la ronda de censos del 2010 dejó varios aprendizajes en el continente americano. Respecto a la metodología de enumeración, 5 países utilizaron en alguna forma el internet, 6 países usaron cuestionarios autogestionados y el resto entrevistas tradicionales “cara a cara”. Apenas un país utilizó registros administrativos y encuestas rodantes para complementar los datos del censo. En cuanto a la cartografía, más de la mitad de los países utilizaron sistemas GIS, GPS, imágenes satelitales o fotos aéreas. El uso de escáneres para ahorrar tiempo en el procesamiento de datos y el intenso uso de publicaciones digitales para diseminación de resultados también fue un punto saliente. Acercándonos al 2020, vale la pena reflexionar a tiempo sobre los mecanismos institucionales que faculten mejoras administrativas y aprovechamiento de tecnología. Sobre esto, bosquejo en este post dos posturas que hace falta visibilizar para evitar un peligro superior: que las mejoras en tecnología se conviertan en un fin, y no en un medio. Sigue leyendo